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Treino nº 8 - Particular [Terminado]

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Treino nº 8 - Particular [Terminado]

Mensagem  Abigail Leclair em Seg Ago 20, 2012 5:51 pm

Participantes: Aiolia
Género: Particular
Dia do Treino: 20/08/12
Hora do Treino: 19:00


Última edição por Abigail Leclair em Seg Ago 20, 2012 8:52 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Treino nº 8 - Particular [Terminado]

Mensagem  vb em Seg Ago 20, 2012 6:39 pm

Aiolia tinha acabado de comer duas sandes e bebido um sumo na sua padaria.
Pegou na sua mochila, que já se encontrava cheia de coisas, e trancou a porta, antes de sair para a atmosfera quente que se fazia sentir lá fora.

Demorou algum tempo a chegar ao seu local preferido para treinar. Optou por correr durante o caminho, com a mochila às costas, para já ter feito algum aquecimento antes de chegar à floresta.
O treino iria ser muito longo e queria aproveitar todo o tempo livre que tinha. Eram três horas da tarde quando chegou à floresta. O sol estava abrasador e estava vento forte.

“Perfeito” – Pensou Aiolia.

Uma parte do treino iria ser especialmente atribuída à arte do voar. As asas apenas suportavam o seu próprio corpo e objectos pequenos e leves. Estas teriam de ser treinadas e teriam de se desenvolver. E nada melhor como ventos fortes para o fazer, pois é preciso mais força e agilidade para os suportar. Aiolia tinha pensado nisso.

Quando chegou ao local, Aiolia tirou a sua mochila e tirou imediatamente a sua espada. No último treino tinha começado o treino com a espada, mas não tinha chegado. Queria mais e melhor.
Antes de mais, deu mais uma corrida a um percurso que tinha traçado na floresta, acabando com os habituais alongamentos para prevenir as lesões e aumentar a sua flexibilidade.
Tinha decidido não largar a espada para o seu braço se fortalecer e ser capaz de a manejar com maior facilidade e habilidade.

Depois dos alongamentos, Aiolia foi para o pé do tronco de árvore, no qual já tinha estado, e começou a dar-lhe golpes com a espada. Dos mais variados golpes.

“Direita. Esquerda. Direita. Esquerda. Meio. Direita. Por baixo.”

À medida que continuava, começou a usar golpes de corpo a corpo, incluindo socos e pontapés com força.
A adrenalina começou a subir quando o tronco começava a apresentar crateras de impacto e cortes profundos. Joelhadas e cotoveladas eram agora dadas com o máximo da sua força.
Parecia que estava numa luta livre, valia tudo. Mas o que Aiolia estava a fazer era a treinar a sua destreza, força, eficácia dos seus golpes de corpo a corpo e ao mesmo tempo da sua espada. A técnica dos golpes começava a ser melhor. Conseguia sentir que os movimentos permitiam que os golpes saíssem com mais força.
Aiolia ofegava há algum tempo. Transpirava de todo o corpo e desfazia golpes no tronco da árvore como se estivesse a lutar com um adversário real, um mutante. Depois, começou a fazer movimentos que não se assemelhavam aos outros. Começou a movimentar-se de uma maneira diferente. Como se tivesse a bloquear os ataques do seu oponente. Estava agora a atacar ao mesmo tempo que tentava esquivar-se e defender os ataques do adversário. Sim, porque ele não podia passar a vida a atacar, como se tivesse a enfrentar alguém que apenas defendesse. Alguém imóvel. Mas as lutas reais não eram assim. Tinha de se mover consoante os movimentos dos seus adversários e tinha de adotar várias posições determinantes para o futuro da batalha. Por isso, tinha de treinar assim. Alternar entre defesa e ataque e pensar nos movimentos que o seu oponente poderia tomar assim que ele atacasse ou defendesse.
A batalha não era somente física. A parte que controla os respectivos ataques e defesas é fundamental para levar a melhor numa batalha.
Era isso que Aiolia pensava. Se treinasse dessa forma seria capaz de bloquear os ataques e atacar logo de seguida, tentando surpreender o adversário de qualquer maneira. Não podia baixar a guarda um segundo, nem mesmo quando atacava. Para isso, podia usar um escudo na mão esquerda, de modo a que a sua defesa fosse melhor. Porém, não o podia fazer. Preferia usar uma espada na mão direita e deixar a outra livre para possíveis ataques como os seus raios. Por outro lado, isso permitia-lhe ser capaz de se deslocar melhor. Não tinha tanto peso, conseguiria voar sem problema e a sua destreza física seria maior ainda.
Esse era o seu método de treino!
Mas, ficava a faltar uma coisa. Transportar o que fazia com os pés assentes no solo, para o ar!
Aiolia não conseguia parar. Sentia-se mais cansado à medida que tentava destruir completamente o tronco, mas também se sentia melhor ao ver os seus ataques mais fortes e mais eficazes.
Uma joelhada potente foi dirigida a uma das maiores fendas que o tronco já tinha, antes da espada perfurar de um lado ao outro o que restava do tronco. Naquele momento, de súbito, a sua camisola rasgou-se. As asas abriram-se e a camisola ficou com dois buracos na parte de atrás.
Aiolia começou a bater as asas cada vez mais rápido. Isso cansava-o ainda mais porque não estava muito habituado a fazer aquilo. Mas tinha de o fazer se queria melhorar o mais rapidamente possível.
As asas começaram a acelerar o seu batimento, à medida que Aiolia fazia um esforço imenso para derrubar o tronco, já perfurado no meio, mas ainda faltava os lados, com as suas próprias mãos.
As asas avançavam nesse sentido, fazendo pressão sobre o corpo de Aiolia para que este avança-se e conseguisse derrubar o tronco. Depois de um esforço crescente, o tronco acabou por cair.
Aiolia estava cansado, mas, com o acelerar das suas asas, tinha ganho motivação e mais adrenalina. Deu uns passos e içou-se para a frente para começar a voar. Voou em direcção à sua mochila. Abriu-a e tirou uma corda grossa. Voltou para perto do tronco e amarrou a corda ao tronco. Tinha uma ideia. Depois, atou a corda à sua barriga. Afastou-se do tronco até que a corda estive-se completamente esticada. Voltou a bater as asas e elevou-se no ar.
Subiu, subiu e subiu até a corda estar agora esticada na vertical. Agora era a parte mais complicada. Como ele sabia, não tinha muita força nas asas. Logo, seria complicado levantar o tronco que estava preso na outra ponta da corda, logo às primeiras tentativas.
Começou a fazer alguns esforços, tentando chegar cada vez mais alto para levantar um pouco o tronco de árvore.
Passaram alguns minutos dolorosas a tentar levantar o tronco na totalidade. Era realmente complicado. O seu esforço valera a pena, mas não o tinha conseguido levantar.
Fez uma pausa para comer um pouco de pão que tinha trazido da padaria e beber água. Passado 5 minutos, estava novamente no ar, exatamente na mesma posição. Tinha de o fazer!

As asas batiam ferozmente. As pernas e os braços estavam esticados, em forma de “X”. O cabelo loiro de Aiolia baloiçava com a força dos ventos fortes.
Ainda com a espada na mão, Aiolia fez uma força brutal com as asas para que estas o levassem para cima. O tronco era pesado, mas Aiolia conseguia move-lo um pouco. Mas era complicado porque não o conseguia levantar totalmente.
Frustrado, cerrou os dentes e gritou de dor ao fazer um movimento brusco que o fez içar-se mais um pouco no ar! O tronco agarrado à corda estava agora quase no ar!

“Só mais um pouco!”

Um grito de fúria fez-se ouvir no alto da floresta, quando Aiolia conseguiu, finalmente, levantar o tronco. Um esforço incrível conseguiu fazer com que se mantivesse assim durante alguns segundos, mas acabou por não conseguir aguentar mais.
As forças das asas tinham-se esgotado e Aiolia caía agora desamparado no chão. Uma queda aparatosa magoou-o ainda mais no peito. Tinha exagerado e agora as consequências revelaram-se dolorosas.

Ficou deitado no chão, imóvel. Apesar da queda e das dores profundas, conseguia manter um sorriso na cara.

“Consegui” – Sussurou, quase sem forças.

Passado algum tempo deitado, a descansar, Aiolia tentou erguer-se. Com as asas fustigadas, avançou em direção à mochila. Quando a alcançou, deixou-se cair no chão. Abriu a mochila e pegou no cantil. Abriu o tampo e começou a beber apressadamente. Depois, tirou a camisola rasgada e molhou-a com um pouco de água. Estendeu-se na relva e colocou a camisola molhada sobre a sua testa. Sentia-se confuso e tinha a cabeça a andar à volta. Deixou-se ficar.

Passado uma hora, abriu os olhos. Ainda tinha o peito dorido, mas já tinha recuperado alguma energia e, para o que queria fazer a seguir, era o suficiente. Não importava o estado em que estava. Se ainda lhe restava energia, é porque ainda conseguia treinar.
Colocou-se de pé com alguma dificuldade e olhou em frente. Tinha, diante de si, três árvores.
Concentrou um pouco de energia na sua mão esquerda e apontou para a primeira árvore. Um feixe de luz saiu disparado da mão de Aiolia em direção à árvore. O raio quase desfez a árvore por completo. O poder do raio era bom, mas não era isso que tinha de praticar. Tinha de aprender a concentrar a sua energia rapidamente na palma da mão para conseguir lançar os raios com maior facilidade. Ainda perdia muito tempo a focar a sua energia na palma da mão esquerda.
Esta era a parte mental. Para conseguir concentrar a sua energia tem de o fazer com a mente. Era o poder da mente que estava em causa! Desde o princípio que tinha treinado a sua mente. Concentrava-se sempre e estava sempre focado naquilo que estava a fazer. Só tinha de continuar a praticar a sua mente. Como já o fizera muitas vezes, não seria complicado.

Depois de um momento com os olhos fechados, a concentrar-se, Aiolia voltou a olhar para as 2 árvores que estavam à sua frente. De repente, levantou a mão e a apontou-a para uma árvore. O raio atingiu a árvore passado alguns segundos. Logo de seguida, fez o mesmo com a última árvore.
Estava a melhorar…
Voltou a fazer o mesmo com várias árvores e arbustos. Tentou também fazê-lo em movimento, apesar de ainda se sentir ferido. Os raios continuaram a sair da sua mão, cada vez mais rapidamente, até que a energia que ainda tinha no corpo se esgotou.
Aiolia caiu de joelhos, ofegante e extremamente cansado. Sentia-se muito fraco, depois de três horas a treinar arduamente.
Estava na hora de terminar. Arrumou as suas coisas e, pela última vez, tentou erguer novamente as suas asas. Estavam ainda sem energia. Era normal. Vestiu a camisola, já quase seca, e meteu a corda na mochila. Colocou a espada à cintura e saiu da floresta, rastejando com os pés e baloiçando para os lados, trémulo e fraco.

Acabado.


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Re: Treino nº 8 - Particular [Terminado]

Mensagem  Abigail Leclair em Seg Ago 20, 2012 8:36 pm


- FIM DO TREINO -


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